terça-feira, 21 de abril de 2026

As vicissitudes do Amor!


Amar, às vezes, é segurar água nas mãos.

Escorre entre os dedos, mesmo quando cuidamos,

mesmo quando prometemos ficar.

Há dias em que o amor é firme,

como raiz que abraça a terra,

e outros em que se dissolve no ar,

leve, incerto, quase ausência.

Vivemos tempos em que tudo passa depressa:

os encontros, as palavras, os afetos!

O amor, então, aprende a ser líquido

adapta-se, contorna, escapa,

tem medo de permanecer.

E assim seguimos:
colecionando encontros rasos,
confundindo intensidade com verdade,
e liberdade com ausência de compromisso.

Mas, no fundo — tão fundo que poucos admitem —
a alma ainda deseja abrigo.
Ainda anseia por um amor que fique,
que suporte os dias comuns,
que floresça mesmo no inverno.

Mas, ainda assim,

há um gesto pequeno que resiste:

um olhar que demora,

um silêncio compartilhado,

um cuidado que não pede explicação.

E nesse instante simples,

o amor deixa de fugir.

Cria perfume no que é invisível,

floresce onde ninguém vê,

e permanece —

mesmo quando tudo insiste em partir.

Desejamos, um amor que não fuja

ao primeiro desentendimento,

que não tema o espelho do outro,

que não seja refém do próprio ego.

Porque o amor, em sua essência mais pura,

não nasceu para ser passageiro.

Ele nasceu casa!

Mas, em tempos de pressa e vaidade,

as pessoas desaprenderam a morar.


 

domingo, 16 de outubro de 2022









"Há ocasiões em que ficar quieta requer muito mais força do que agir. A serenidade muitas vezes é a maior demonstração de força. Às acusações mais vis e mortais Jesus respondeu com silêncio tal, que provocou a admiração do juiz e dos circunstantes. Aos insultos mais pesados, aos mais violentos maus-tratos e zombarias , que sem dúvida trariam indignação a um coração mais fraco, ele respondeu  com serenidade muda e complacente. Os que são injustamente acusados, e maltratados sem razão, sabem quanta força é necessária para ficarem calados. 
Paulo disse: "Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo." Ele não disse que as ofensas não o feriam. Uma coisa é ser ferido e outra coisa é sentir-se abalado porque foi ferido. Paulo tinha um coração muito sensível. Não lemos a respeito de um apóstolo que chorasse, como Paulo chorou. É preciso que um homem seja forte para poder chorar. Jesus chorou, e Ele foi o homem mais perfeito que viveu. Portanto, Paulo não disse que as "injúrias" não o feriam. Ele não julgava os fatos como nós geralmente somos inclinados a julgar. "

  

“Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e àquele que bate, a porta será aberta." (Mateus 7:7-8)

"E esta é a confiança que temos para com Ele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, Ele nos ouve."

E, se sabemos que Ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhes temos feito." (1 João 5:14-15)


 

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Como é que se diz eu te amo?!

Vai uma vida toda para na maioria das vezes nunca se desvendar quais foram os verdadeiros "eu te amo" que se disse, ou que se ouviu. Houve um tempo que dizer "eu te amo" estava cercado de significados que davam a credibilidade a tais palavras tão simples. Quando eram ditas com firmeza, confiança, fidelidade e sabedoria, respeitando a amplitude do "eu te amo", que em sua essência diz respeito a sentimentos nutridos nas relações entre indivíduos de polegares opositores e racionais. 

"Eu te amo" faz parte de uma série de símbolos que regem as relações humanas, e que são decodificados a fim de dar sentido as nossas vidas. Amar muitas vezes é não ter que responder a questões apoteóticas como, "de onde eu vim? Pra onde eu vou?", pois já traz consigo a satisfação necessária enquanto individuo vivo que depende do outro. Porém, amar, e dizer que ama cada dia mais se tornam duas coisas mais distintas, mais distantes. O "eu te amo" vem perdendo seu significado desde o momento em que a frieza com que os homens se relacionam tendenciosamente vem aumentando, quando as pessoas se tornam objetivas demais, até que se sentem modernas demais para entender o amor com os mesmos significados que um dia ele já teve. Eu entendo que amar tem um só significado, seja lá qual for a época que esteja inserido, o que muda é o entendimento e a apropriação do termo no sentido em que este se banalize. Particularmente eu tenho sérias dificuldades em pronunciar estas palavras, não por que eu não ame ninguém, mas por que eu insisto em manter o significado primeiro, aquele que torna amar uma responsabilidade, algo de extrema importância. Amar então é tomar para si uma responsabilidade, é se por no lugar do outro. Amor não se sente hoje, para amanhã nãozinsossas, e passageiras, por tanto, dizer "eu te amo" para a maior parte das pessoas é como trocar de roupa, ama-se do dia para a noite, e desama-se da noite para o dia, como se amar fosse feito apenas de desejo e de prazer. Ama-se com interesses, ama-se por vingança, mas é um amar de quem só sabe dizer "eu te amo", e não saber ser o "eu te amo". Amam as coisas mais que os próprios semelhantes, por isso ficou ainda mais fácil dizer, é como fisgar um peixe estúpido, é como roubar doce de criança, e assim vamos endurecendo frente a qualquer "eu te amo" que se ouve, por que por experiência própria, eles vem tão rápido quanto vão, é só deixam a sensação de traição, de infidelidade, de falsidade, de demonstrações explícitas de um amor que passa de um para o outro sem nenhum pudor, sem nenhuma responsabilidade com o outro. Então quando se diz "eu te amo" tem que se pensar no outro e no que ele representa realmente, e caso nunca tenha a certeza, nunca diga, é menos doloroso. Por que ver o mesmo "eu te amo" que estava aqui, estar logo ali do outro lado, é perceber que o amor na verdade nunca existiu, existiu somente a necessidade de suprir os próprios interesses, de sugar somente aquilo que lhe convém, e os "eu te amo" ditos irresponsavelmente foram apenas uma estratégia de se conseguir com mais facilidade o que se queria. "Eu te amo" não se diz, se faz.


sexta-feira, 22 de abril de 2022


"A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla."

 

terça-feira, 5 de abril de 2022

As alianças

 Mais importante do que encontrarmos oportunidades boas é a nossa capacidade de refletirmos melhor a respeito das pessoas às quais nos associamos. A ideia não é você se fechar a elas, muito pelo contrário, mas, é importante estar alerta e ter posições bem definidas em relação a elas.

Pensando bem, você entenderá que não é com qualquer uma que você pode ter conversas sérias, não é com qualquer uma que você pode conversar deliciosas bobagens, ou seja, cada pessoa pede um tipo de contato. Além disso, há também o ponto de que devemos ir até as pessoas sabendo o que esperar delas.

Não adianta nada imaginar que será possível encontrar sorvete num açougue. Ao invés de tentar mudar os outros, procure entender que cada pessoa tem suas peculiaridades, sua individualidade.
Ao mesmo tempo, você precisa fazer valer as suas próprias necessidades. Quer dizer: num relacionamento, cada pessoa cede um pouquinho. Quando apenas uma parte cede, não é relacionamento, é jogo de submissão.

Ostra Feliz Não Faz Pérola!

Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, sopas. Sem defesas - são animais mansos - seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas, saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário... Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste... As ostras felizes riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão..." Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. 
O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-a em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade; era uma pérola, uma linda pérola. Apensa a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. “Ela ficou muito feliz...” Ostra feliz não faz pérolas!!!
Isso vale para as ostras,e vale para nós, seres humanos.
No seu ensaio sobre O nascimento da tragédia grega a partir do espírito da música, Nietzche observou que os gregos, por oposição aos cristãos , levavam a tragédia a sério. Tragédia era tragédia. Não existia para eles, como existia para os cristãos, um céu onde a tragédia seria transformada em comédia. Ele se perguntou então das razões por que os gregos, sendo dominados por esse sentimento trágico da vida, não sucumbiram ao pessimismo. A resposta que encontrou foi à mesma da ostra que faz uma pérola: eles não se entregaram ao pessimismo porque foram capazes de transformar a tragédia em beleza. A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. 
A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Mas ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer. Sofrimento que faz pérola, raramente é sofrimento físico... Na maioria das vezes são dores da alma!!! 
                                                                                                                                       (Rubem Alves)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossas vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados!!! Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar... Lembre-se: você pediu forças, e Deus te deu dificuldades para te fazer forte. Você pediu sabedoria, e Deus te deu problemas para resolver. Você pediu prosperidade, e Deus te deu cérebro e músculos para trabalhar. Você pediu coragem, e Deus te deu perigos para enfrentar. Você pediu amor, e Deus te deu pessoas com problemas para ajudar. Você pediu Favores, e Deus te deu Oportunidades. Você não recebeu nada do que pediu, mas você recebeu tudo de que precisava!!!

A parte que falta- Shel Silverstein

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Poesia na quarentena!


Memória

Amar o perdido 
deixa confundido 
este coração. 

Nada pode o olvido 
contra o sem sentido 
apelo do Não. 

As coisas tangíveis 
tornam-se insensíveis 
à palma da mão. 

Mas as coisas findas, 
muito mais que lindas, 
essas ficarão.


  (Carlos Drummond de Andrade)



Poesia na quarentena!


Tudo

Todas as coisas
do mundo não
cabem numa
idéia. Mas tu-
do cabe numa
palavra, nesta
palavra tudo.

(Arnaldo Antunes)

Poesia na quarentena!


domingo, 12 de julho de 2020

Poesia na quarentena!



Concha fechada
 na beira do rio
só se abre no amanhecer.

(Manoel de Barros)

sexta-feira, 27 de julho de 2018


Meu pai não foi na minha colação de grau do Ensino Médio, nem da Faculdade de Direito e de Letras. 

Embora, o curso de Letras seja uma grande realização pessoal, talvez no fundo eu desejasse fazer esse curso para que ele pudesse ir ver a filha dele receber a outorga de grau, ou formar, como dizem. 

Infelizmente, ele não foi. E assim, como no dia da colação de grau de Direito, no dia da colação de Letras, eu chorei. Chorei, porque eu queria que ele estivesse lá, pois era importante para mim.

Lidi, minha amiga, sempre sábia, me consolou...disse que essas solenidades não são importantes para ele, que ele não julga importante tais eventos, assim, como eu não julgo ser importante determinadas coisas, porém, eu sou importante para ele. Mesmo em meio ao coração imensamente triste, aquelas palavras  foram extremamente importantes, pois confortaram meu coração e trouxeram sabedoria e reflexão.

 Tudo bem, eu posso viver com isso!

Embora ele não tenha ido, a minha alegria não foi roubada, pois estiveram presentes, pessoas que me amam e que torcem por mim.


Eu não consigo identificar até hoje quem era essa pessoa da minha turma  de Direito que me deu esse abraço tão acolhedor. Só posso dizer que era o abraço que eu esperava receber do meu pai, de certo modo, recebi e, em Letras, não foi diferente, recebi um abraço acolhedor e recheado de lindas palavras da Lidi e de uma professora e amiga muito querida.

domingo, 19 de março de 2017

Quando a gente ama, mas não gosta mais

De repente não mais que de repente o amigo próximo fez-se distante – ou será que fomos nós que tomamos aquele velho navio?
Diz a canção que a hora do encontro é também a da despedida. Demorei um tempo para entender a dualidade desse verso: pessoas se (re)encontram numa estação ou cais, enquanto outras tantas se despedem e, muitas vezes, quando nos encontramos com nós mesmos nos  despedimos de velhos amigos.
E como é triste reconhecer (e admitir) isso! Dói tanto quanto apartar-se de um grande amor.
Aliás, como reconhecer que uma amizade acabou? As amizades acabam?
Há quem diga que o que é real não tem fim. Que a amizade quando é verdadeira é para a vida inteira. Mas na prática não é bem assim que funciona.
O afeto pode ser para a vida inteira, mas a vontade de estar junto, de trocar, de dividir, não.
O sentimento de amizade pode ser eterno, mas o desejo de manter um relacionamento com um amigo, nem sempre.
Dia desses, tomando dois cafés e uma água com gás com um amigo querido, ele me disse:
– Sabe aquele tipo de amigo que a gente ama muito, muito mesmo, que é capaz de doar um rim caso ele precise, mas que a gente não gosta mais?
Respondi:
– Não! Como é isso?
Foi então que ele me explicou que o amor por um amigo pode ser eterno, mas que para dividir a vida, as alegrias, as dores, os dramas, os cafés, os vinhos, os anos, as belezas e os danos é preciso sentir prazer na partilha, empatia e gostar imensamente da companhia da pessoa.
As amizades contam com uma boa dose compatibilidade – de gênio, de gostos, de pensamentos, de energia – e quando uma das partes muda seu jeito de pensar, sentir e agir no mundo, é natural que a compatibilidade ceda lugar à incompatibilidade e com isso o prazer de estar junto arrefece.
O que o afeto tem a ver com isso? Absolutamente nada! Nenhuma incompatibilidade é capaz de anular o amor que sentimos por um amigo. Nenhuma mudança, evolução ou crescimento de uma das partes é capaz de apagar a importância que certas pessoas tiveram e têm em nossas vidas.
Às vezes acontece de aprendermos a desdramatizar as coisas antes de um amigo, ou a lidar com nossos medos e faltas de maneira mais leve e efetiva, ou, ainda, de mudarmos completamente de ideia acerca de um assunto, tornando os encontros superficiais e chatos. Como trocar com quem não está na mesma sintonia que nós?
Pode acontecer, também, de nos apaixonarmos por alguém e essa paixão nos roubar de nós e de todos que nos cercam; uma mudança de cidade, um insight poderoso na análise, um salto de paraquedas, um tropeço na calçada.
Se tudo pode acontecer a qualquer momento, se nunca somos os mesmos quando acordamos pela manhã, se um homem não se banha no mesmo rio duas vezes, por que teimamos em não aceitar que as amizades também se transformam e que assim como as relações amorosas às vezes terminam?
Talvez meu amigo tenha razão: é possível, sim, amar uma pessoa, mas não gostar mais dela. Constatar isso é mais desconcertante que rever um grande amor. Desorienta. Traz uma sensação incomoda de traição. Mas fingir intimidade (e empatia) é pior que fingir orgasmo, então, o jeito é manter a espinha ereta, a mente quieta, o coração tranquilo e praticar a entrega.

domingo, 15 de janeiro de 2017





Na sexta-feira eu estava conversando com a Kátia, ela é cliente da empresa do meu pai há muitos anos, e devido ao fato de nos falarmos frequentemente tratando de negócios, nos tornamos amigas. Nunca nos vimos pessoalmente, pois a Kátia  mora no Rio Grande do sul e sempre nos falamos  por telefone, e-mails, mensagens, e via  whatsapp.

Ela é super simpática, trabalhadeira, de personalidade forte e gosta de conversar, assim como eu, algo que está quase em desuso, nos tempos de hoje. Ela é casada, tem um filho adolescente e conversamos de tudo e sobre tudo. Ás vezes ficamos até tarde falando dos anseios da vida,  dos sonhos, aconselhando uma a outra... parece que somos amigas desde a infância. 

Já fazem mais de dez anos que nos falamos.  Dai na sexta-feira, ela disse bem assim, vou te falar uma coisa: Sabe que eu te achava chata!

Tive um ataque de riso. Pensei, ela nem sabe, mais tenho até fã clube aqui kkkkkkkk

Ri, porque achei engraçado ela falando e porque de fato, todo mundo tem essa impressão mesmo. As pessoas me acham chata, séria demais, certinha demais, e depois acabam me falando: nossa, eu achava que você era chata, ou, você parecia chata, etc. Não me importo, pois o tempo mostra quem nós somos, não precisamos provar nada a ninguém. E no fundo, fala sério, quem não é chata de vez em quando? (risos)

Senti que ela queria conversar e que aquilo a estava incomodando. Dai ela continuou: desculpa a sinceridade, em algumas vezes que falei com você, eu pensava: "ela se acha!" 

Imaginem... eu quase morri de tanto rir, deixando ela mais "constrangida" (o que não era minha intenção), é que foi tão espontâneo, nossas conversas são assim. E, como nos "conhecemos" a tanto tempo,  mesmo que por telefone ou mensagens, dá para perceber como o outro se sente.

A Kátia continuou dizendo... como é feio julgar sem conhecer, e agora você é uma pessoa tipo, familiar sabe...muito estranho isso!!!

 Tive que ficar contida, porque a gente percebe a preocupação do outro e, é importante ter empatia, se colocar no lugar do outro, pois, e se fosse ao contrário?!

Sempre tive muito respeito e admiração por ela, não apenas pela relação comercial, mais  principalmente, porque fui educada dessa maneira, independentemente de qualquer pessoa ou vínculo. Não que ela tenha sido mal educada comigo, jamais!!! Antes de começar a conversar com ela, de ter mais intimidade, eu achava que ela era bem mais velha, tipo, como se fosse uma senhora kkkkkk quando na verdade somos praticamente da mesma idade. Acho que é porque ela começou a trabalhar muito cedo, assim como eu.

Além do mais, eu cresci ouvindo minha mãe falar muito bem dela, não poderia ser diferente, e com o passar dos anos fomos nos tornando grandes amigas.

O verdadeiro significado de amizade nem sempre significa presença física, convivência diária, não! Mesmo porque,  existem a preocupação, o respeito, a admiração, o carinho, etc., que vão muito além da presença física.

Como diz um filósofo: "amigos não precisam estar, amizade precisa ser!!!"

E sou imensamente feliz pelo presente dessa amizade e só tenho a agradecer :)


terça-feira, 29 de dezembro de 2015




"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!"
(Florbela Espanca)


" A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla."

XII Seminário Nacional de Literatura, História e Memória e III Congresso Internacional de Pesquisa em Letras no Contexto Latino-Americano.




Profa. Pós- Dra. Sheila Dias Maciel, Profa. Me. Ana Vera Raposo de Medeiros e Mayara B. Pereira Murilho Graduanda de Letras- Licenciatura em Letras- Língua Portuguesa (UFMT).