sábado, 12 de fevereiro de 2011

O olhar tem um quê de mistério que me encanta.



Algo não revelado esconde-se na retina dos olhos e só se permite descobrir por alguém astuciosamente atento. E eu, sou, sem faltar com a devida modéstia, perspicaz. Olho e meus olhos penetram o impenetrável, o insondável. Meus olhos me revelam, talvez por isso, eu tenha buscado os olhos alheios.
 Aprecia-me sondá-los!
Enxergar o que há por trás da face muda...dos lábios disfarçados num sorriso ou numa lágrima.
Olho nos olhos!
E ali, dentro deles, contemplo um mundo talvez ainda não percebido nem mesmo pelo próprio dono.
Não, não sou Blimunda que enxergava um mundo escuro que havia dentro das pessoas. Não!
Contemplo o por-dizer, o desejo, a vontade não dita, o sonho...evidente que nesse mundo existem abismos! Vejo-os e eles se calam em mim.
Também tenho os meus e não gosto quando eles se revelam aos outros...desvio o olhar!
Para que se mostrar quando há muito por dizer e poucas palavras para significar o por-dizer?

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